Nossa História

Como tudo começou...

No dia 18 de setembro de 1921, sob a direção do capitão Lázaro Pacheco, chegava às bancas a primeira edição do jornal intitulado “A Semana”. Durante nove anos, o jornal permaneceu com este nome, que foi alterado em 1930. A Semana contabilizou um total de 446 publicações, sendo substituído em 18 de novembro de 1930 por “O Democrático".
Em sua edição de 9 de novembro de 1930, A Semana noticiava que aquele era o último exemplar a ser publicado, a partir do domingo seguinte, circularia o novo semanário chamado O Democrático, sob a direção do Dr. Otávio de Lima Carvalho. Embora com outro título, o jornal O Democrático era produzido pela mesma empresa, na mesma gráfica. A alteração do nome foi consequência da Revolução Getulista de 1930. O novo semanário surge em um dos períodos mais agitados da vida política de Dois Córregos e a mudança do nome se justifica por este motivo. Conforme consta no livro “Páginas da História de Dois Córregos – Dos Jornais ao Livro”, do jornalista e historiador Antenor Belisário, a mudança no nome aconteceu devido à uma imposição política. Após a vitória da Revolução em 24 de outubro de 1930, uma Junta Governativa, constituída por membros locais do Partido Democrático, assumiu o governo municipal e ameaçou o diretor-proprietário do A Semana apresentando a ele apenas uma única alternativa: a mudança do título do semanário para O Democrático, nome da agremiação política paulista integrada à revolução vencedora.
Foi dessa maneira que A Semana circulou, em 9 de novembro de 1930, pela última vez na cidade, sendo sucedido pelo O Democrático no dia 16 do mesmo mês. Por indicação da Junta Governativa, Dr. Otávio Lima Carvalho assume o cargo de redator-chefe do jornal.
Na invejável trajetória do O Democrático, pessoas ilustres foram responsáveis pelo seu sucesso entre elas estão os diretores Lázaro Pacheco, fundador do A Semana, no período de 1921 a 1934; Wilfrid Pacheco, filho de Lázaro Pacheco, em 1934 a 1954 e Léo Guaraldo, de 1954 a 1981. A partir deste ano, o diretor e jornalista responsável pelo semanário era Antônio João de Camargo Junior, até o seu falecimento em 2008, e José Eduardo Mendes Camargo, que já dividia a propriedade da empresa com o irmão, e que após o seu falecimento, assumiu a direção do O Democrático até os dias de hoje.
Jornalistas ilustres deixaram suas marcas e contribuíram para que o jornal chegasse até os dias de hoje, sendo considerado um dos maiores e mais importantes veículos de comunicação da cidade, sinônimo de confiança e respeito com a população. Foi neste jornal que profissionais renomados como Carlos Nascimento, Denilson Mônaco e Paulo Cruz, iniciaram suas carreiras e levaram o nome do jornal e da cidade para todo o país.
O Democrático adquiriu, através de lutas incessantes, sua própria identidade e sua própria tradição com o nome que foi imposto, mas que ao longo de todos estes anos ostenta com orgulho e dignifica o seu nome na história da imprensa local.

 

Ontem, hoje e sempre!

O privilégio de completar nove décadas de existência não é para qualquer um. Em uma pequena cidade, como Dois Córregos, isso é ainda mais gratificante. Neste mês de setembro, o jornal O Democrático comemora noventa anos de circulação e, inquestionavelmente, carrega além da sua história o passado da cidade.
Noventa anos de vida trabalhando em prol da sociedade doiscorreguense. Isso representa uma das mais belas e notáveis conquistas do jornalismo interiorano. A idade é semelhante à de um dos jornais mais influentes do Brasil, A Folha de S. Paulo, que também completou neste ano suas nove décadas de existência.
É invejável a trajetória do jornal O Democrático. Este veículo é um dos meios de comunicação mais importante e respeitado da cidade e realiza a sua nobre missão com muito sacrifício e destemor. O jornal hoje está se modernizando e ampliando suas condições técnicas e operacionais, favorecendo seus leitores, a própria cidade, e honrando, por fim, a memória de seus antecessores.
O Democrático guarda em suas páginas muitas histórias para serem contadas ou revividas. Muito da vida da cidade está ali. O objetivo do jornal não é apenas manter a população informada do que acontece no dia a dia, mas também ser um ponto de referência em qualidade e resgate de uma história que foi contada e acompanhada de perto por este veículo durante os últimos noventa anos. Noventa anos e muitas lembranças. Em suas páginas, O Democrático guarda os momentos mais importantes de Dois Córregos. Ao longo dos anos, o jornal foi dirigido por personalidades as mais expressivas da cidade. Grandes jornalistas e cultos colaboradores deixaram suas marcas por aqui e enriqueceram as páginas deste semanário. Cada um, ao seu tempo, defendeu os interesses em favor de causas nobres cujos frutos são colhidos na atualidade por seus descendentes. De longa data acompanhamos a sua árdua, mas brilhante e gloriosa caminhada do jornal. Todos os seus dias foram e continuam sendo difíceis. Durante os seus noventa anos, O Democrático sempre se preocupou em preservar a sua credibilidade e o respeito de toda a população.
A Equipe do jornal O Democrático só tem a agradecer a todas as pessoas que dele cuidam ou cuidaram e pedir aos sucessores que se espelhem nesse passado histórico, no trabalho incansável e perseverante, com o mesmo idealismo, respeito e carinho, com que o fizeram até agora, zelando sempre pelo futuro deste jornal que é um dos maiores representantes da história desta cidade.

 

 

 


 

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