15-07-2016 Editorial: Andar com fé eu vou, que fé não costuma “faiá”!

Talvez você que lê isso agora nunca tenha passado por situação semelhante à que vamos contar. Se não passou, talvez não seja capaz de mensurar tal sentimento. Você já perdeu alguém que amava muito? Se sim, sabe qual a dor desse momento. Se não, até pode não saber, mas deve imaginar.
Afinal, quem não tem medo de perder as pessoas que ama? Quem não tem medo das doenças, da violência, das imprudências, que podem nos afastar dessas pessoas?
A dor da separação é incomparável com qualquer outra. Há situações em que nos separamos definitivamente, como o caso da morte, mas há outras, que não, e perguntas sem respostas podem intensificar ainda mais esta dor, que parece nunca ter fim.
Você consegue imaginar a dor de uma mãe que é obrigada a se separar de um filho? Já ouviu dizer que amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo? Que amor de mãe é incomparável e imensurável? Pois bem, imagine você, mãe, ser obrigada a se separar de um filho sem ideia de que um dia irá vê-lo novamente? Consegue pensar nesta situação? Consegue pensar o que faria? Consegue imaginar a dor que iria sentir? Por sorte, você só tem que pensar, mas há quem sentiu na pele.
Dois Córregos. Mulher, casada e mãe de cinco filhos. Marido a abandonou e foi embora com outra pessoa. Um ano depois retorna, sem avisar, sem dar satisfações, e leva consigo, as cinco crianças. Uma mãe, sem condições financeiras, sem estrutura familiar, já sem marido, e agora, sem os filhos. Foram anos, ou melhor, décadas, sem notícias e com uma dor que não cessava. Foram inúmeras tentativas para encontrá-los, mas nem mesmo os órgãos responsáveis, tinham respostas para estas perguntas.
Os anos foram passando. Aliás, 40 anos se passaram, até que, ela teve a oportunidade de reencontrar um dos filhos. Filho esse, que foi tirado de seus braços quando tinha apenas três anos de idade. O reencontro? Difícil explicar em palavras. Ela, vaga lembrança de um menino. Ele, lembrança alguma da mãe. E sabe o que foi capaz de uni-los novamente? A fé, que nenhum dos dois abandonou ao longo de quatro décadas.
Agora juntos, eles continuam a luta para encontrar, ela, seus outros quatro filhos, e ele, os outros irmãos.
O que levamos de lição é que bem nenhum é capaz de substituir o sentimento do amor. E que, independente das dificuldades enfrentadas no caminho, a fé é capaz de mover montanhas. Tenha fé. Acredite. Nunca desista. E, principalmente, ame. E ame muito.



Esta matéria teve 297 visitas até agora. Data da publicação: 22/08/2016

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