02-09-2016 Editorial: A nova independência

A comemoração pela Independência do Brasil ocorre em um momento de transição política no país. Milhões de pessoas foram às ruas para pedir a saída da primeira mulher presidente do Brasil e o resultado foi decidido pelo Senado nessa semana. Dilma Rousseff foi destituída da Presidência e o seu ex-vice, Michel Temer, assumiu o cargo para governar o país.
Castigado pela recessão, por um crescente desemprego (estimado em mais de 11 milhões de pessoas) e por um enorme escândalo de corrupção, o futuro do país ainda é uma incógnita. Mas, convenhamos que com a mudança, algo positivo há de acontecer, afinal, foi para isso que milhões de pessoas protestaram incessantemente desde a última eleição.
Pois bem, chegou mais um 7 de Setembro. O que temos para comemorar? Após Temer assumir o governo, alguns protestos foram registrados no país. Os a favor que nos desculpem, mas o que vimos foram cenas lastimáveis de vandalismo acompanhadas por violência e destruição, o que não ocorreu em nenhum dos protestos organizados contra o antigo governo. Vimos depredações em pontos de ônibus, que são de utilização de toda sociedade, agências bancárias e, até mesmo, igrejas, onde pessoas foram atingidas por pedradas e saíram machucadas. É esse o tipo de país que vocês almejam? É dessa forma e é essa imagem que vocês pretendem passar para seus descendentes? Tristeza e mais tristeza. E ainda clamam pela defesa da ‘Democracia’. Qual? Vocês têm certeza que estão mesmo lutando pelo bem do país? Tudo bem que não podemos generalizar, e muitas vezes são grupos isolados responsáveis por prejudicar a imagem de um todo, mas ao mesmo tempo em que o contrário não aconteceu com o grupo contra o governo, fica difícil se isentar nessa situação.
E, para quem é a favor do impeachment, o 7 de Setembro será comemorado com outro sabor: o de uma nova independência do país. Afinal, encerrou-se um ciclo de 13 anos de governo de esquerda no Brasil. E o que esperar da nova administração? Mudanças. E elas já começaram desde o momento em que Dilma foi afastada do cargo. Quando assumiu interinamente a Presidência da República, Temer, aprovou a revisão da meta fiscal e deve aprovar também o ajuste rejeitado quando Dilma o apresentou. O atual Presidente já fez a redução de ministérios e estabeleceu teto para o gasto público. É visível que o foco do governo está na economia, porém, o quanto isso nos afetará, ainda não é possível prever.
O que nos resta é ter esperança de que haja, a partir de então, uma estabilidade política, que refletirá positivamente em todos os setores da sociedade e, assim, possamos ter dias melhores.



Esta matéria teve 297 visitas até agora. Data da publicação: 27/09/2016

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