18-11-2016 Editorial: Por onde começar?

 

 

Sabemos que as contas de muitos municípios não vão fechar até o fim do ano. Reuniões com prefeitos de várias cidades têm sido realizadas constantemente junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os prefeitos que estão saindo ou mesmo os que foram reeleitos precisam deixar os cofres no azul.

Nesta semana, durante a sessão da Câmara Municipal de Dois Córregos, foi apresentado o orçamento para 2017. Se neste ano já foi difícil, o próximo pode ser ainda pior. Os valores referentes ao Poder Executivo, ou seja, à Prefeitura, estão 10% menores em relação ao orçamento deste ano. Ou seja, a prefeitura deverá arrecadar quase R$ 2 milhões a menos do que em 2016. Como trabalhar sem dinheiro? Como iniciar um novo governo com um percentual tão grande reduzido do orçamento? Enfim, esse, sem dúvida, será o grande desafio da nova administração.

E os servidores públicos municipais, finalmente terão reajuste de salário? O sindicato da categoria já protocolou a pauta com mais de vinte reivindicações junto ao Poder Executivo. O documento também foi entregue ao futuro prefeito, Ruy Fávaro, para análise. Porém, o orçamento de 2017, apresentado durante a sessão da Câmara nesta semana, não contempla o reajuste salarial dos servidores. Se neste ano o reajuste foi de 0% com um orçamento de arrecadação R$ 1.890.000,00 maior do que o previsto para o próximo ano, o que podem esperar os servidores?

Durante a campanha, o prefeito eleito se posicionou a favor dos servidores e se comprometeu com a categoria, mas talvez não soubesse o que vinha pela frente. De qualquer forma, o orçamento prevê uma reserva de contingência estimada em R$1 milhão, que pode ser utilizada pelo prefeito como melhor entender. Mas será que esse valor é suficiente para atender à pauta de reivindicação da categoria? Afinal, os servidores pedem correção da inflação em torno de 8% a 10%, além de reposição salarial em mais 10%. Vontade de atender à demanda, sem dúvida, não vai faltar. Mas, e o dinheiro? Ah, esse sim está escasso. 

Vale destacar que não há previsão de crescimento da economia para o próximo ano e, se a prefeitura levar em consideração o aumento nos gastos proporcionais à inflação de 2016, a situação pode ficar ainda mais delicada. Administrar com o orçamento previsto será um desafio e tanto. Que não falte sabedoria para o novo governo e, que os ventos, em tempo, voltem a soprar a favor.

 

 

 



Esta matéria teve 71 visitas até agora. Data da publicação: 07/12/2016

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