03-02-2017 Ministério Público move processo de impugnação de vereadores

 Entenda o caso

O Ministério Público Eleitoral move uma AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo) contra a coligação formada para disputar a última eleição pelos partidos DEM-PPS-PDT-PSD, composta por 15 candidatos.
A denúncia da promotoria é de que existem indícios de fraude em relação à candidatura de uma das candidatas, o processo está em curso, na fase de apresentação de defesa escrita pelos candidatos que tem 7 dias após a intimação, pela lei eleitoral para faze-la.
Na eleição Maria Gracia de Freitas não obteve nenhum voto, o que caracterizou para a promotoria que ela não estava na disputa e apenas tinha seu nome para que a coligação estivesse de acordo com a exigência para a formação, com a reserva de 30% de vagas para mulheres.
A nossa equipe de reportagem foi buscar informações com os envolvidos.
 
Vereador Dinho Spirito - PPS
“A nossa coligação foi intimada e já acionamos o advogado, mas tudo se trata de um equivoco, essa candidata no dia 5 de setembro foi diagnosticada com problemas na arcada dentária, o médico a impediu que saísse no sol, sem conversar e de repouso, o que fatalmente lhe impediu de fazer campanha”.
Estamos tranquilos, não houve fraude, está certo o Ministério Público de investigar, mas tem laudo médico e em momento algum houve fraude ou qualquer outro tipo de problema, foi feito santinho, material para a disputa, mas ela como não fez campanha, disse que não votou nela mesma, porque não fez campanha e não teria votos, o prazo para substituição já havia passado, mas ela desistiu da campanha, foi só isso” finalizou o vereador que está em seu quarto mandato.”
 
Vereadora Chris Cury - PSD
“Houve um grande mal-entendido, Maria Gracia não é fictícia, ela teve um problema de saúde e a impediu de fazer campanha, tem atestado médico para que ela não fizesse esforço e saísse nas ruas, por isso ela resolveu favorecer alguém da legenda e votou em um dos candidatos sabendo que não teria votos, acho bacana a atitude do Ministério Público, precisa fiscalizar para encontrar as fraudes, mas nesse caso não foi, estou confiante que tudo será esclarecido, não houve tempo para tirar sua candidatura e ela foi atropelada por um problema de saúde, a nossa defesa está sendo elaborada, a Maria só não teve orientação de que não podiria zerar a votação, mas fraude em momento alguém existiu, os nossos eleitores podem ficar tranquilos, vamos defender a população como sempre fizemos”.
 
Vereador Alex Parente - PSD
Segundo o vereador existem no Brasil 16 mil casos parecidos, ele contou sobre a fase do processo “Não fui chamado para  depor, estamos apenas na contestação escrita através do advogado da coligação que está fazendo a defesa, estou confiante, pois não houve fraude e tudo será esclarecido, vamos fazer um bom mandato estou confiante e isso não vai interferir em nosso mandato”. 
 
Presidente da Coligação - Ademir Pereti 
“Teve a denúncia, o termo fraude é forte, mas não houve fraude, ela assinou na convenção, apresentou a documentação, tem laudo médico provando que estava impossibilitada de fazer campanha, esse questionamento do Ministério Público é valido, estamos defendendo e documentados para que tudo seja esclarecido”.
 
A candidata - Maria Gracia de Freitas - PPS
“Eu realmente fui candidata, e por um problema de saúde, na boca, não conseguia falar, impedida de sair nas ruas, nem comecei a campanha, fiz cirurgia na boca e fiquei afastada por mais de dois meses, como não fiz campanha sabia que não teria nenhum voto, na hora de votar preferi votar em outra pessoa da nossa coligação, fui candidata sim, existo e estou muito triste, não sabia mesmo que não podia deixar de votar em mim, não podia nem falar como faria uma campanha, justamente na época de campanha eu estava com pontos, o sol poderia me prejudicar muito, tenho tomografias, eu participei da convenção, na verdade sou nova no politica, não sei os nomes das reuniões, desculpem minha ignorância, mas participei sim, com dores, mas fui, estou ganhando experiência e na próxima eleição vou me candidatar novamente, só espero não ter problemas novamente e também não quero que os vereadores sejam prejudicados por mim”.
 
 
O Advogado: Fausto Ioca
Segundo o advogado da coligação Fausto Ioca, ele acredita que o mal-entendido será resolvido e que respeitam o entendimento do Ministério Público, mas acredita que tudo estará esclarecido o mais rápido possível.
 
Até o momento:
O processo corre em segredo de justiça e até o momento não houve nenhum tipo de penalidade aplicada aos vereadores que seguem seus mandatos normalmente, se ocorrer à cassação muda toda a composição da câmara municipal.
 
 
 


Esta matéria teve 81 visitas até agora. Data da publicação: 07/02/2017

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