10-02-2017 Editorial: Fora do eixo

O assunto “crise” não sai do topo dos comentários, afinal, tem influenciado de certa forma todos os setores da sociedade e modificado, até mesmo, a rotina e o padrão de vida de muita gente. Como não conseguimos fugir do tema, citamos mais uma consequência deste cenário econômico: a invasão de ambulantes.
Isso mesmo que você leu. Os ambulantes sempre existiram, isso é fato. Mas, eles apareciam de forma esporádica, em datas específicas e em volume discreto. Em época de Natal, por exemplo, é muito comum ver os ambulantes vendendo uva, pêssego, vinhos. Porém, agora não existe mais data festiva, eles tomaram conta das ruas da cidade.
E a situação não é exclusiva de Dois Córregos, não. Por onde se passa, é possível encontrar ambulantes pelas ruas de diversos municípios. Isso é bom ou ruim? Digamos que é uma situação, no mínimo, complicada.
Nada contra quem busca uma alternativa para ganhar dinheiro. Porém, hoje, os ambulantes tomam conta das ruas centrais das cidades. Eles se posicionam nas principais regiões de comércio. Você pode estar perguntando: mas o que é que tem demais? Pois bem. São vários problemas relacionados a eles. O primeiro, por exemplo, é a questão da mobilidade urbana. Quem é que consegue andar pelas calçadas com um monte de carriola trancando a passagem? Risco para os pedestres e com uma preocupação maior ainda para as crianças, que precisam invadir as ruas, quando não conseguem andar pela calçada.
E não para por aí. Quem tem comércio também é prejudicado. Os comerciantes pagam, e não é pouco, para trabalharem de forma legalizada e regularizada e, simplesmente, alguém vai, estaciona em área pública e faz o seu comércio sem pagar um tostão. E o pior “rouba” alguns clientes daquele que precisa, ainda mais, da clientela para bancar os custos do negócio.
Se não está satisfeito tem mais. Com essa prática de comércio ilegal, quem deixa de arrecadar é o município. Se eles não possuem alvará de funcionamento, não pagam impostos e nem taxas à prefeitura da cidade. O que eles recebem também, na maioria das vezes, levam para suas famílias gastaram em outros municípios. O que eles arrecadam aqui não fica aqui, e mais uma vez a cidade perde. 
Ah, e não podemos deixar de citar a questão da saúde pública. Alguns vendedores não obedecem nenhum critério de padrão de qualidade dos equipamentos, dos alimentos e da higiene necessária para tal. Um risco para todos nós.
Todas essas indisciplinas configuram infrações e emprestam um aspecto desorganizado ao comércio local e, também, à cidade. 
O que nos resta é torcer por uma melhora na economia e que tudo, um dia, possa voltar à normalidade. 


Esta matéria teve 60 visitas até agora. Data da publicação: 14/02/2017

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