24-03-2017 Editorial: A guerra dos artigos

Sabe quando as crianças estão brincando, aprontam algo sério e alguém chega e descobre tudo? Pois bem, o que acontece na maioria das vezes é que, quando são questionas sobre o responsável pela “arte”, ninguém assume a bronca e um coloca a culpa no outro, não é mesmo? Só de pensar nisso já vem à tona na mente aquela imagem de um apontando o dedo para a cara do outro com a intenção de incriminá-lo. No fundo, no fundo, todos têm culpa, mas ninguém quer assumir.
É, mas engana-se quem pensa que isso se restringe apenas à faixa etária infantil. Esse tipo de atitude, que começa na infância, segue por longos anos e faz parte da personalidade de muitas pessoas. Não é correto generalizar, porque sempre há exceções às regras, mas se você parar para pensar, com certeza lembrará de algo semelhante que ocorreu em alguma etapa da sua vida. 
Abrindo um parêntese na discussão, vale evidenciar o importante papel desempenhado pela mídia, que é o de informar. Vivemos em uma sociedade democrática, onde a liberdade de expressão é um direito garantido. Só que às vezes, melhor do que falar, é se manter em silêncio. Já ouviram aquela frase: “O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater”? E esta outra: “Às vezes o silêncio é a melhor resposta”? Pois é, elas são maravilhosas e deveriam ser levadas mais a sério.
Ainda no assunto da mídia, vale destacar que um de seus principais objetivos é dar voz à sociedade, abrir espaço para a manifestação do povo. Isso acontece aqui ou lá no extremo norte. A mídia serve para isso e é para isso que deve ser usada, mas lembrem-se: depois que uma palavra é disseminada, qualquer retratação se torna insignificante. 
Mas, por que estamos tocando nesse assunto? Porque o que era para ser um espaço de comunicação virou palco de batalhas, tipo aquelas de faroeste, um atirando contra o outro, e salve-se quem puder, e tipo aquela sala cheia de crianças aprontando e uma colocando a culpa na outra. Seja com tiros reais ou com trocas de farpas, devemos concordar que o cenário é deplorável. E temos visto isso nas últimas semanas de pessoas que deveriam ser exemplos positivos e não negativos, como tem ocorrido.
De quem é a culpa, quanto dinheiro tem no caixa, quem deixou dívida e quem pagou, enfim, o mundo da política é realmente muito complicado e quem mergulha nessa aventura precisa estar preparado para tudo. Tem quem troca de lado, tem quem desiste, tem até quem muda de caráter, mas no fim, quem fica à mercê dessa palhaçada toda, é o povo. O mesmo povo que sofre com as consequências das administrações, sejam elas boas ou ruins. 
O que devemos considerar é que quem passou, passou. O que foi feito já foi feito e ninguém precisa ficar provando nada, afinal, a justiça existe para isso. Quem precisa mesmo ficar de olhos abertos é quem está hoje no poder, porque o povo não é mais tão ingênuo como antigamente e qualquer pisada em falso pode ser um passo para o precipício. 
O que queremos com isso? Que cada um coloque-se em seu lugar, que o silêncio seja valorizado e que o povo passe a ser a razão de tudo e não interesses particulares. Que fique dado o recado.
 


Esta matéria teve 31 visitas até agora. Data da publicação: 08/05/2017

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