07-04-2017 Após divergências Câmara aprova repasse para a Santa Casa

A irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Dois Córregos, juntamente com o prefeito, o vice e os vereadores, compareceram à Câmara Municipal nos dias 27 e 31 de março e 3 de abril para discutirem sobre um aumento de repasse no hospital que, segundo seu antigo provedor, Carlos César Moreira Mendonça, que deixou o cargo no dia 31 de março, é  necessário para cobrir as despesas da Santa Casa.

Na reunião do dia 31, foram apresentados os custos e a situação em que a Santa Casa se encontra. Em entrevista, Mendonça afirma que “Hoje, o hospital está em uma situação insustentável”. Mendonça reforça que não existe possibilidade de o hospital parar de funcionar, independente da quantidade da verba. O hospital, também, reduziu, mesmo que em pouca quantidade, as suas despesas, como foi mostrado em gráficos e números na reunião da sexta-feira (31).
Na mesma reunião, o prefeito Ruy Favaro, juntamente com o vice Flávio Casonato e os vereadores, compareceram e expuseram que a prefeitura não está em condições de repassar a verba pedida pelo provedor Mendonça, no valor de 270 mil reais. “Nós gostaríamos de dar mais condições de trabalho pra eles. Depois de muitas medidas de economia e alguns ajustes no nosso orçamento, nós encontramos a oportunidade de transferir mais 207 mil reais. Considerando que atualmente a gente transfere no mês 230 mil reais, nós teríamos um reajuste de 10% nessa transferência mensal, o que tornaria a subvenção de 230 para 253 mil e incorporaríamos mais 5 mil reais que eram procedimentos pagos e realizados no pronto socorro. Então, vamos chegar a uma transferência de 258 mil reais”, explica o prefeito Ruy Favaro, “não temos como nos arriscar em transferir mais do que esse aporte que nós estamos oferecendo”, complementa. Uma coisa é fato: a Santa Casa está fazendo o possível para cortar os gastos e a prefeitura não tem condições de fornecer números maiores na questão do reajuste, o que deixa a situação em estado crítico. O presidente da Câmara, Alex Parente, convidou todos (autoridades e a irmandade) para uma sessão extraordinária para definir o que será feito em relação ao assunto.  O que ficou claro, é que o repasse não é o suficiente para cobrir todas as despesas, sendo decidido o valor de 258 mil reais. No entanto, de acordo com Alex, “O prefeito enfatizou que nada impede que no segundo semestre seja possível fazer um reajuste desse repasse”, ou seja, não é descartável uma fixação do valor por muito tempo.
O projeto passou por votação na Câmara Mucipal no último dia 3 de abril em sessão extraordinária e foi aprovado.


Esta matéria teve 37 visitas até agora. Data da publicação: 08/05/2017

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