19-05-2017 Editorial: Meu lanchinho

Ir à escola é bom, mas o horário do intervalo é o mais esperado. Há quem dispense, mas muita gente não vê a hora de experimentar a tradicional merenda escolar. O cardápio sempre é muito variado: arroz, feijão, salada, polenta, macarronada, e muitos outros. E não são só os alunos não, os funcionários também aproveitam para apreciar os pratos, que são feitos sempre com muito carinho. 

Mas, recentemente, a merenda tão esperada não tem sido servida. Essa situação tem se repetido em diversos municípios do país, inclusive, no Estado de São Paulo, um dos mais ricos do país. Em cada lugar, uma desculpa. Algumas prefeituras culpam os fornecedores, outros a quebra de contrato, há ainda a demora em licitações, e por aí vai.
Na região de Sorocaba, pais e mães denunciaram a situação, justamente porque os alunos estavam recebendo de merenda apenas bolachas. Há de ressaltar que a refeição feita na escola, muitas vezes, pode representar a única refeição que a criança terá no dia. 
Mas o problema não é só por lá não. Aqui próximo, em Jaú, município vizinho, o início do ano letivo foi adiado, justamente por não ter merenda para oferecer aos alunos. Mesmo após as aulas terem começado, os alimentos eram poucos e racionados. E, engana-se, quem pensa que a situação já está normalizada, pois essa situação ainda é bem crítica por lá. 
Em Dois Córregos, nesta semana, também houve rumores de falta de merenda escolar. Diante do cenário visto em vários municípios, é bom mesmo ficar de orelha em pé. Mas, segundo a prefeitura, tudo ocorre em perfeita normalidade, os cardápios estão sendo cumpridos, os alimentos são de qualidade e há fartura de merenda em todas as escolas, sejam elas municipais ou estaduais. 
Que a crise econômica afetou todos os setores, inclusive o público, ninguém tem dúvida. Mas, precisamos ter consciência de que saúde e educação são primordiais na sociedade. O mínimo de qualidade tem que ser ofertado nesses dois departamentos. Não pode haver falta de médicos e nem medicamentos. Assim como, não deve faltar professores e nem merenda. Independentemente da dificuldade financeira, essas esferas devem ser prioritárias. 
Pode ser que não haja falta de merenda, mas desde o início do ano, a população sofre com a falta de medicamentos. Sendo ou não culpa da prefeitura, o problema deve ser solucionado, pois o povo não tem direito de pagar caro por uma conta que não é dele. 
 


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